quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Reeducação Alimentar

Bom dia!
Não vamos explicar o que é a reeducação alimentar. Esse post é pra mostrar o "depoimento" da Luana, uma moça muito simpática que escreve no site Meu Manequim 40.
Ela fala de uma forma muito sincera e realista sobre o seu processo de emagrecimento.

 Link: http://www.meumanequim40.com.br/2013/12/essa-tal-da-reeducacao-alimentar.html

Texto na íntegra

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Eu, que nunca gostei de rotina, me vi lendo um capítulo por dia de um livro de autoajuda e o obedecendo, me vi seguindo um cardápio de nutricionista, me vi acordando 5h40 todos os dias para fazer a mesma coisa.
Eu, que passava o final de semana agonizando por ter comido tanto nhoque no almoço, me vi acordando cedo no domingo para participar de treinos, corridas – mesmo sem gostar – e passeios de patins.
Eu, que tinha conversas virtuais e vazias, me vi indo sozinha com oito rodinhas para parques e conhecendo pessoas especiais, me vi calçada de patins durante seis horas, já com o pé inchado, mas nem me preocupando pois estava fazendo o que eu gosto e com pessoas que eu gosto.
Eu, que sempre tive vergonha alheia das pessoas, me vi tirando um sanduíche natural caseiro embrulhado no papel alumínio no meio da estação de trem e comendo.
Eu, que antes me irritava com tudo, ficava brava, perguntava se Deus me odiava, me vejo encarando a vida numa boa. Se não aconteceu do jeito esperado, paciência, vou me adaptar à situação e tirar o melhor proveito dela.
Eu, que antes tinha medo de tudo, me vi tentando slackline, skate, hockey e até pole dance.
Hoje eu olho para trás e vejo o quanto eu mudei. Mas sabe, a mudança não é do lado de fora, sim do lado de dentro. Hoje eu sei que o clichê “você deve mudar sua cabeça antes” faz todo sentido.
A reeducação alimentar é um estilo de vida e funciona! Mas para isso você tem que saber tudo de benefícios e de privações que isso traz. É como querer ser vegetariano e dizer: mas eu amo churrasco! Se você não tem um motivo concreto ou até mesmo um objetivo para ser vegetariano, você não vai conseguir levar isto a sério. Já ouvi muito as pessoas dizerem: eu quero emagrecer mas eu odeio salada e academia. Tá, mas quem disse que este é o caminho? Meu irmão não emagrece porque ele acha que misturar alface no arroz e feijão pra não sentir o gosto é o certo. E por que caralhos reeducação alimentar? A dieta você faz porque seu exame de sangue deu colesterol alto. O regime você faz porque quer entrar no vestido para a festa. Mas a reeducação alimentar você muda sua cabeça e entende o que você faz com seu corpo. Não tem um motivo específico, tudo de benefício acontece por consequência: emagrecimento, saúde, disposição, bem-estar, autoestima.
A reeducação alimentar faz você estudar sobre os alimentos, faz você comer aquele chocolate com consciência e não por compulsão e prazer. Com ela você não tem motivos, você tem mudanças.  E vai por mim: livro de autoajuda ajuda! Eu só fui me conhecer melhor e ver onde estava errando quando o livro falou comigo.
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Bração
Não vou falar que é fácil e principalmente agora não está sendo fácil. Eu vou contar um segredo que ninguém conta mas que eu sei que acontece com todo mundo que leva uma vida saudável com o objetivo de emagrecer.
Quando estamos gordos, nossa meta é ser saudável, perder peso, experimentar novos alimentos, novas combinações e novas experiências. Quando começamos a emagrecer e ver resultados, queremos ir além cada dia mais, com foco, força e fé. A sensação da calça jeans ficar mais larga a cada semana, de encontrar aquela tia que não você não via há tempos e ela dizer que seu rosto está mais fino, de achar que a roupa da loja não vai servir e você provar e ficar boa no corpo, tudo  dá motivação a continuar firme.
Mas o que ninguém conta é que todo mundo – que é normal – fica DE SACO CHEIO de ser assim todo dia, regradinho, certinho, saudavelzinho. Que graça teria a vida se não  quebrássemos regras? Manter este estilo de vida é sim a melhor opção, mas nós temos vontades, nós ficamos cansados, nós sofremos por amor, nós queremos curtir com os amigos. Enquanto temos o objetivo de emagrecer a determinação fala mais alto, mas quando estamos satisfeitos com nosso corpo nós abrimos exceções, abrimos também “excessões”.
Uma cervejinha no final de semana, um pedaço de bolo no aniversário, aquela pizza na hora extra. Mas isso é errado? Claro que não! Isso é viver, é aprender, HAKUNA MATATA! O desespero deve bater se na segunda semana de reeducação alimentar você comeu hambúrguer 3 vezes  e assistiu 10 coisas que odeio em você com uma panela de brigadeiro no colo. Isso é compulsão,  falta de foco e de disciplina. Mas quando você entende o quanto aquela panela de brigadeiro vai te fazer mal, você está permitido a “comer brigadeiro”.
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Entende? A consciência – não o peso na consciência – é tudo nessa vida, e no início  você deve exercitá-la, planejar, lutar contra suas vontades, se forçar a fazer o que é preciso para aprender o que é ter controle, para mostrar que quem manda nessa porra é você!
No começo eu não comia uma bala fora do planejado e eu sofria sim. Já contei aqui a história das bolinhas de queijo na casa do meu ex, todo mundo comendo, eu vendo aquele queijo esticando, o cheiro triplicou e eu não comi. Quase chorei, mas não comi. E depois me senti orgulhosa por ter feito isso. E hoje colho os resultados destes “nãos”. O resultado não só em ter emagrecido, mas em hoje comer uma bolinha de queijo sem arrependimentos e sem medo de engordar porque tenho consciência daquilo que estou comendo.
O principal ganho pra mim neste 1 ano e pouco de novos hábitos é me preocupar com o que entra no meu corpo – por todas as partes rsrs tô brincando – e como isso vai influenciar no meu bem-estar. Eu fico inchada quando bebo cerveja, eu sinto dor no estômago quando como hambúrguer, minha imunidade baixa se eu passo 1 semana despreocupada com alimentação, eu tenho preguiça, sono e baixa produtividade se eu fico sem fazer exercícios. E eu tenho consciência de tudo isso. E todas as pessoas que eu conheço que emagreceram passam por isso também. Só não contam.  Se você passa por isso de vez em quando, parabéns, você é normal assim como eu!"

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